quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Paralelos entre o surf e o (um) amor
Deveria ter sido assim: a desconfiança cede espaço para a confiança, o "seu tempo" se transforma em nosso tempo, e andamos juntos na mesma caminhada.
A covardia se transforma em coragem para enfrentar os próprios fantasmas.
O receio deixa de ser receio e se transforma em certeza.
Deixamos os joguinhos de lado e admitimos o que sentimos abertamente. Você se preocupa em fazer quem te faz sentir-se especial se sentir especial também, na mesma intensidade.
Você se sente seguro, porque dá segurança e a recebe de volta.
Um dia acontece assim. A dor cede espaço para o amor.
Nada como um bom dia de surf para exorcizar demônios, cicatrizar feridas e resgatar o sorriso que havia sido sequestrado.
Surfar aquela onda simples, não a problemática e cheia de enigmas, joguinhos, não me toques e siricoticos (ruins). Que não fica medindo quem se entrega mais, se o surfista ou o mar... que não anda com o freio de mão puxado por ser covarde. Ou leviana e egoísta. Ou ambas as coisas.
Surfar aquela onda que quer ser surfada na plenitude e não apenas na sua superfície, superficialmente.
Surfar aquela onda cúmplice não apenas no momento do drop, da rasgada, do cutback. Surfar a onda que quer ser desfrutada depois, que caminhe junto na praia de mãos dadas, que possa fazer e receber um carinho no rosto e sussurrar no ouvido: "é bom estar com você".
Nada como bons dias de surf plenos e perfeitos. E noites também.
Ah! Esses paralelos entre o surf e o amor...
Porque um dia acontece assim: a dor cede espaço para o amor e...
Releitura oportuna de um texto que escrevi num momento... não tão oportuno!
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